Antes de terminar seu mandato, o Presidente Michel Temer sancionou a Portaria Nº 1.428 do Ministério da Educação, publicada em 31/12/2018, dobrando o limite de carga horária a distância nos cursos de graduação presenciais. Agora, em vez de 20%, as instituições de ensino superior poderão oferecer até 40% da carga horária desses cursos na modalidade de EAD.
Mas, o que isto representa realmente em termos de ganhos para alunos e instituições de ensino superior em todo o Brasil? De que forma ambos poderão extrair o melhor proveito possível desta nova realidade?

A oferta de graduação presencial com 20% de carga horária a distância já vem de longas datas. Inicialmente, houve bastante resistência, tanto por parte do corpo docente, que se sentia prejudicado com a redução da oferta de disciplinas presenciais, quanto por parte dos próprios alunos, que não conseguiam assimilar as reais vantagens de se ter parte daqueles conteúdos em uma modalidade até então pouco conhecida. As IES começaram a oferecer seus conteúdos a distância no formato de atividades virtuais em todas as disciplinas, de uma só vez. No entanto, essa modalidade se mostrou pouco eficaz, sobretudo porque os professores daquelas disciplinas não possuíam afinidade com os chamados ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs), causando distorções quanto à efetiva aplicação daquela carga horária a distância.

Pouco a pouco, as IES passaram a oferecer disciplinas inteiras na modalidade de EAD, priorizando aquelas ditas “complementares”, como empreendedorismo, legislação e ética, português instrumental, gestão de carreira, entre inúmeras outras. Como esses componentes curriculares não faziam parte do eixo principal dos cursos, os alunos passaram a se sentir menos inseguros quanto à subtração daqueles 20% de carga horária de sua grade presencial. Ao mesmo tempo, por se tratar de disciplinas inteiramente ministradas a distância, não havia mais a preocupação com o aculturamento do professorado quanto às práticas de educação a distância.
Mas, e agora? O que fazer com mais 20% de carga horária a distância? Mais disciplinas complementares? Certamente que não.

Agora, as instituições estão se vendo na obrigação de oferecer disciplinas cruciais para a formação específica de cada curso na modalidade de EAD, e a grande ameaça deste novo cenário é a evasão. A desistência e abstenção de matrículas por parte do aluno certamente se dará devido a sua insatisfação por ver o seu eixo de formação específica sendo ofertado com uma boa parcela de carga horária não presencial.

Então, qual seria a saída para tirar o máximo proveito desta nova realidade, sem perder alunos?

Agora, mais do que nunca, a resposta a esta pergunta está na QUALIDADE DO ENSINO A DISTÂNCIA. E, quando falamos em qualidade, verdadeiramente nos referimos aos seguintes requisitos:

1 – Plataforma de EAD versátil, responsiva e compatível com dispositivos móveis, oferecendo recursos como: ensino adaptativo; acesso a objetos de aprendizagem em método offline; permissão para download de PDFs, vídeos (MP4) e podcasts (MP3); recursos de gamificação da aprendizagem; além, claro, de uma interface simples, dialógica e pragmática, com poucos cliques para se chegar aos objetos de aprendizagem que realmente interessam ao aluno.

2 – Conteúdos didáticos baseados em metodologias ativas, tais como: aprendizagem baseada em problemas e projetos (PBL); textos orientados à taxonomia de Bloom, com reflexões e interrogativas antes do desenvolvimento do conteúdo; vídeos curtos, objetivos e conectados com os fins práticos da aprendizagem (de 2 a 3 minutos, no máximo); e multimeios diversificados para o desenvolvimento das trilhas de aprendizagem (ebooks, mapas conceituais, slides inteligentes de apresentação, games educacionais, etc).

3 – Atividades práticas coordenadas, com o uso intensivo de simuladores virtuais (em realidade aumentada e realidade virtual), além da interpolação de práticas laboratoriais presenciais em meio à oferta das unidades e semestres letivos.

4 – Tutoria ativa, com uma postura proativa e preocupada com o progresso cognitivo dos alunos. Em outras palavras, isto significa que, neste novo cenário, o tutor deve deixar de ser uma figura consultiva e passiva, para assumir o papel de mentor efetivo de seus alunos, antevendo problemas e antecipando-se às soluções. A proximidade transacional é o segredo desta nova tutoria.

Claro que, preferencialmente, as disciplinas a serem adotadas para a oferta na modalidade de EAD devem continuar sendo aquelas que exigem a menor carga horária prática possível, no entanto, a prática deve ser a tônica desde a produção até a aplicação dos conteúdos dessas novas disciplinas na instituição.

Então? Você é mantenedor ou dirigente de uma faculdade ou centro universitário? Quer oferecer uma nova EAD para o seu aluno presencial? A Editora Telesapiens está pronta para desenvolver e implantar suas novas disciplinas a distância, com um conteúdo digital ativo, versátil e rico em possibilidades para fazer o seu aluno se encantar com esse novo jeito de aprender. Para isto, comece logo o seu planejamento para 2019/II. Mande sua matriz curricular para nossa equipe propor uma solução racional e eficaz para seus cursos de graduação. Estamos esperando você!