Você deixa seu filho levar o celular para a escola? E a escola? Ela permite, tolera ou incentiva? Qual o seu posicionamento sobre este assunto?

Levar ou não levar o celular para a sala de aula. Esta é, sem dúvida, uma das questões de maior polêmica no meio escolar e acadêmico. Mas, antes de colocar o meu ponto de vista sobre este assunto, gostaria de convidar você para refletir sobre alguns questionamentos:

1. Se a escola é o lugar onde devemos aprender a lidar com a realidade do dia a dia em sociedade, porque devemos excluir os dispositivos de comunicação digital como o aparelho celular?

2. Em um ambiente onde não se fala em outra coisa senão em como motivar os alunos a estudar e aprender, será que nossos professores não estão sabendo lidar com algo virtualmente mais interessante do que suas aulas?

3. Se, desde a década de 1980, vínhamos suando a camisa para introduzir a “informática educativa” nas escolas, criando laboratórios e uma série de programas educativos, por que então não haveria espaço para o celular nesse contexto?

Vamos então iniciar pelo primeiro ponto: a escola enquanto local de aprendizagem da vida real. Por mais que tentemos excluir o celular o dia a dia escolar, ele se faz, e sempre se fará, presente na vida de nossos estudantes. Brinquedo de criança? Não. Estamos falando de coisa séria. Papai e mamãe usam. O prof também usa. Do diretor à atendente da cantina, todos estão com o dedo no gatilho para responder a mensagens de WhatsApp ou mandar áudios e vídeos a quem bem lhes convier. Ah, mais todo mundo é adulto! Até aí tudo bem. Mas, e o coleguinha do lado? E o amigo que estuda na outra escola? Estão todos conectados, e não adianta remar contra essa maré. Cabe a todos nós, educadores e pais, tentar nos adequar a essa nova realidade.

Ponto número dois: como tornar nossas aulas mais interessantes do que um aparelho celular? Quer saber? Isto é uma missão quase impossível. Os recursos digitais e interativos proporcionados pelos dispositivos móveis cumprem o pilar fundamental das metodologias ativas: o empoderamento do aluno, tornando-o o protagonista de seu aprendizado. Ele tem o poder. Ele decide o que acessar. É ele quem trilha seus próprios caminhos. Resta aos seus professores decidirem se farão ou não parte desses caminhos. E é aí onde entra a figura da escola no contexto do novo estilo de vida digital das próximas gerações. Em vez de remover o aparelho das mãos do aluno e tentar competir com ele, chegou a hora de a escola entrar naquele pequeno dispositivo e ocupar o papel de orientadora dessas trilhas de aprendizagem, fazendo este novo protagonista do saber não cair nas ciladas da desinformação e do desconhecimento.

Por fim, vamos ao ponto número três: lutar contra os celulares na sala de aula não seria dar um passo atrás na evolução cibernética iniciada, com muito esforço, na década de 1980? Precisamos entender que aquele saudoso “laboratório de informática” reduziu seu tamanho e ganhou infinitas possibilidades de aplicação pedagógica. Agora ele cabe na palma da mão do aluno, e precisamos saber utilizá-lo para construir conhecimentos, e não esconder a vida real de quem precisa conhecer seus caminhos.

Puxa, você deve estar se perguntando: mas o que fazer para gerenciar os abusos e excessos? Como fazer com que o aluno pare de viver uma vida virtual e volte a curtir a vida real, com brincadeiras de esconde-esconde, sociabilizando-se com seus colegas, assim como fazíamos quando éramos crianças?

Claro que o uso dos dispositivos móveis não deve inibir as práticas da educação física e da socialização presencial, corpo a corpo, dentro do ambiente escolar. Contudo, mais uma vez chamo a atenção para uma sutileza enganosa nesta pergunta: qual será a vida real que este aluno terá daqui a vinte anos? Qual será o conceito de realidade? Será que a comunidade estudantil terá mesmo que se restringir àqueles que dividem o mesmo espaço na escola física? Esta “realidade” dialoga com o dia a dia profissional que temos hoje? Será que fazemos negócios e nos relacionamos com pessoas sempre no âmbito presencial? Claro que não. A escola, assim como sempre fez, deve preparar o aluno para a vida em sociedade, e esta sociedade não é mais como era em nossa infância. Ressignificar conceitos como o de sociedade, colegas, professores e até mesmo o da própria escola é hoje uma real necessidade para todos os que se preocupam em construir a nova educação, para as próximas gerações.

E você? O que acha quanto a tudo isto? Nós, da Telesapiens, queremos entender qual a sua visão de mundo, porque queremos ajudar você e sua instituição a se prepararem para esta nova realidade. Contate-nos agora mesmo em nosso site ou em nossa central de atendimento telefônico. Teremos enorme prazer em fazer parte deste seu grandioso projeto.