Você sabe o que é um Ambiente Pessoal de Aprendizagem? Os APAs (ou PLEs, Personal Learning Environment, como são mais conhecidos no idioma inglês), são a próxima geração dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (ou LMSs, Learning Management Systems). Será que isto é mais um modismo que aparece no mercado, engrossando ainda mais essa sopa de letras do segmento das tecnologias digitais (TDICs)?

Para entender melhor os APAs, precisamos lançar um olhar mais crítico sobre os AVAs que o mercado oferece atualmente. A grande maioria desses ambientes centram o processo de ensino-aprendizagem no conteúdo, ou seja, todos os recursos e funcionalidades deles giram em torno de vídeos, ebooks, questões e vários outros objetos de aprendizagem que são postados para o aluno acessar e, deles, extrair o conhecimento necessário para seu aprendizado.

Isso foi útil e importante durante algumas décadas, pois, o simples fato de disponibilizar conteúdos para permitir o autoestudo era, por si só, uma atividade disruptiva. Mas, o problema dessas ferramentas está na falta de flexibilidade de cocriação desses conteúdos. Em outras palavras, não tem como aplicar as metodologias ativas em uma ferramenta cujo centro das atenções seja o conteúdo em vez de o aluno. A proposta dos APAs é justamente esta mudança de centralidade da aprendizagem, que passa do conteúdo para o aluno.

Em termos práticos, o que diferencia um APA de um AVA é o poder de o próprio aluno cocriar seu conteúdo. Entendeu? Não? Então vamos fazer um paralelo, a título de exemplificação, entre o livro e o caderno. Lembra de quando você estudava, lá no ensino médio ou fundamental? Você passava horas anotando o que o professor escrevia no quadro negro (ou lousa, para os mais jovens). Mas, você certamente não escrevia tudo o que ele escrevia, correto? Apenas aquilo que lhe interessava, do jeito que você compreendia. Eu, por exemplo, adorava fazer mapas mentais de tudo aquilo que eu entendia. O meu caderno de física, por exemplo, era bem disputado pelos meus colegas na reprografia da escola. Já para matérias como português, história e geografia, eu preferia copiar o caderno de outros colegas que eram bem melhores que eu nesses assuntos.

Percebe que a grande vedete da aprendizagem não é, nem nunca foi, o livro didático? Sem querer minimizar sua importância no processo educacional, os livros didáticos adotados pelas escolas nem sempre são utilizados em sua plenitude. Eles cumprem bem o papel, assim como outras obras de referência, de levar o conhecimento ao aluno. Mas, onde está este conhecimento hoje, em plena era digital? Apenas nos livros? Claro que não. Nunca o conhecimento foi tão universalizado como hoje em dia. Ele também está nos vídeos e nas enciclopédias digitais disponíveis na Internet.

Nesse novo contexto, a aprendizagem pode ser plenamente construída pelo próprio aluno, obtendo conhecimento por meio de todas essas mídias digitais. Contudo, um grande problema começa a eclodir nesse cenário: como discernir sobre o que é verdade e o que é “fake” nesse universo digital de conhecimento? E como organizar tudo isto de modo prático, rápido e, principalmente, didático? É para preencher esta lacuna que surgem os APAs. Diferentemente dos AVAs, esses novos ambientes prometem facilitar o processo de coleta e organização de conteúdos trazidos de outras fontes, inclusive externas ao próprio ambiente. É o que chamamos de “caderno virtual”. Nele, é possível, não apenas inserir tais conteúdos, mas também os modificar, resumir, organizar e compartilhar dentro e fora do ambiente.

Mas, onde e como encontrar um ambiente desses no mercado?

Logo do APA OniLearning. Fonte: Telesapiens, 2019

A Telesapiens está desenvolvendo uma ferramenta que promete oferecer tudo isto ao estudante em todas as modalidades e níveis de ensino. Trata-se do OniLearning. Uma ferramenta disruptiva, totalmente desenhada para ser utilizada em dispositivos móveis. Este APA irá oferecer o caderno virtual como elemento central para o processo de autoaprendizagem. Através do OniLearning, o aluno poderá inserir vídeos, textos, questões, entre muitos outros formatos de objetos de aprendizagem, na ordem em que aprendeu, podendo compartilhar e cocriar esses conteúdos.

A Telesapiens estará demonstrando a primeira versão do OniLearning na BETT Educar 2019, que acontecerá em São Paulo de 14 a 17 de maio. Inicialmente, o OniLearning será oferecido como parte integrante do Sistema de Ensino Técnico Integrado (SETI) que será oferecido para estabelecimentos de ensino interessados em oferecer cursos profissionalizantes a distância no novo ensino médio, mas, segundo David Stephen, CEO da Editora, a Telesapiens está estudando meios de oferecer a plataforma independente do SETI, atendendo a outros tipos de instituições de ensino que desejam inovar na EaD. E então? Gostou do OniLearning? Então acompanhe as notícias sobre o desenvolvimento dessa plataforma seguindo a Telesapiens nas redes sociais.